Psicóloga infantil no Brooklin, para o que a criança ainda não consegue dizer.
Atendimento de orientação psicanalítica para crianças a partir de 4 anos, com Ana Toledo, psicóloga e psicanalista inscrita no CRP 06/189777. Os pais participam do processo em encontros próprios.
Esta página foi escrita para pais e responsáveis. Ela explica como o atendimento funciona, qual é o seu lugar nele e como conversar com a criança sobre a ida à psicóloga.
A 5 minutos a pé do Metrô Brooklin
A criança nem sempre diz o que sente. Muitas vezes, ela mostra.
Não é preciso ter um diagnóstico, nem esperar que algo se agrave. Os pais costumam procurar quando percebem uma mudança que persiste, ou quando a própria escola chama atenção para algo. Algumas situações frequentes:
Mudanças de comportamento
Irritação frequente, agressividade, isolamento ou uma timidez que antes não existia e que não passa com o tempo.
Medos e preocupações
Medos intensos, dificuldade de se separar dos pais, preocupações que ocupam a criança e atrapalham a rotina.
Sono e alimentação
Pesadelos recorrentes, dificuldade para dormir sozinha, mudanças no apetite — depois de a avaliação pediátrica afastar causas físicas.
A escola
Recusa em ir à escola, dificuldades de convivência com os colegas ou queixas que a própria escola passa a trazer.
Mudanças na família
Separação dos pais, nascimento de um irmão, mudança de casa ou de escola, adoecimento ou perda de alguém próximo.
O que o corpo expressa
Dores de barriga ou de cabeça frequentes, sem causa identificada pelo pediatra, que aparecem em momentos específicos.
Como começa o atendimento de uma criança.
No atendimento de crianças, os pais não ficam do lado de fora: eles têm um lugar próprio no processo, diferente do lugar da criança.
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A conversa com os pais
O começo costuma ser uma conversa só com os pais ou responsáveis, sem a criança. É o momento de contar a história dela, o que motivou a procura e o que vocês têm observado — com o tempo e a liberdade que esse assunto pede.
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Os primeiros encontros com a criança
A criança passa a vir às sessões. Nos primeiros encontros, ela conhece a sala e a psicóloga no seu próprio ritmo, e se avalia com os pais a indicação do trabalho.
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O enquadre
Combinam-se o dia e o horário fixos da criança, a frequência das sessões, os encontros com os pais e os honorários. Para a criança, a regularidade é parte do cuidado: ela aprende que aquele tempo é dela.
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Os encontros periódicos com os pais
Ao longo do processo, os pais são chamados para conversas próprias. Nelas, acompanham o andamento do trabalho e pensam, junto com a psicóloga, em como sustentar a criança no dia a dia.
Por que se brinca numa sessão de psicanálise com crianças?
Porque, para a criança, o brincar é uma forma de falar. Um adulto consegue contar o que o preocupa; uma criança, muitas vezes, ainda não tem palavras para isso. O que ela não diz aparece na história que inventa com os bonecos, no desenho que repete, na brincadeira que interrompe.
Por isso a sessão não é um momento de recreação, nem de aula. A psicanalista escuta o brincar como escutaria uma fala: com atenção ao que se repete, ao que surpreende, ao que a criança evita. É a partir daí que o sofrimento pode ganhar uma forma que a criança consiga elaborar.
Isso também explica por que a psicanálise não oferece às famílias um manual de condutas. O trabalho não é corrigir um comportamento, e sim abrir espaço para que a criança possa dizer, do seu jeito, o que o comportamento estava tentando expressar.
Em conformidade com o Código de Ética Profissional do Psicólogo, esta página não promete resultados, prazos ou mudanças de comportamento, e não publica depoimentos de pacientes ou familiares.
O lugar de vocês no processo.
O que fica protegido
O que a criança traz nas sessões é protegido pelo sigilo profissional. Isso não é uma forma de afastar os pais: é o que permite que ela fale e brinque com liberdade, sem medo de que cada coisa seja repassada.
Aos pais é comunicado o que for essencial para que possam agir em benefício da criança, como prevê o art. 13 do Código de Ética Profissional do Psicólogo. Vocês acompanham o processo, recebem orientação e são chamados sempre que for importante.
Como contar à criança que ela vai à psicóloga
- Diga com simplicidade e verdade, em palavras que ela entenda: é alguém que conversa e brinca com crianças para ajudar com o que as deixa preocupadas, tristes ou bravas.
- Não apresente a ida como castigo, nem como consequência de mau comportamento.
- Evite prometer um prêmio pela ida — ela não precisa ser comprada.
- Conte que vocês também conversam com a psicóloga, para que ela não se sinta enganada.
Ana Toledo
Psicóloga Clínica e Psicanalista | CRP 06/189777
Psicóloga, pós-graduada em Psicanálise e Análise do Contemporâneo. Na clínica com crianças, trabalha a partir do que cada uma traz — na fala, no brinquedo, no desenho —, sustentando ao mesmo tempo uma conversa próxima com os pais.
Atende também adolescentes e adultos, e é a responsável técnica da Atenta, no Brooklin.
5 minutos
a pé do Metrô Brooklin
Avenida Santo Amaro, 5346 — Sala 12, no Brooklin. A criança vem sempre acompanhada de um responsável. Na portaria 24 horas, vocês se identificam e sobem; a psicóloga recebe a criança pessoalmente na sala.
Durante a sessão, o responsável aguarda na sala de espera.
Na Zona Sul de São Paulo, com fácil chegada para famílias do Brooklin, Campo Belo, Moema, Santo Amaro, Vila Olímpia e Chácara Santo Antônio.
Na Zona Sul de São Paulo, com fácil chegada para famílias do Brooklin, Campo Belo, Moema, Santo Amaro, Vila Olímpia e Chácara Santo Antônio.
Antes da primeira conversa
A partir de que idade uma criança pode fazer psicoterapia?
O atendimento infantil na Atenta é a partir dos 4 anos. Nessa idade, o trabalho não depende de a criança já saber explicar o que sente: ele acontece também pelo brincar e pelo desenho, que são formas de expressão próprias da infância. A indicação é avaliada na primeira conversa com os pais ou responsáveis.
Os pais participam das sessões?
Os pais participam do processo, mas em encontros próprios, separados das sessões da criança. O início costuma ser uma conversa com os responsáveis, para conhecer a história da criança e o que motivou a procura. Ao longo do acompanhamento, novos encontros com os pais são combinados periodicamente, para que possam acompanhar o processo e ajudar a criança no dia a dia.
Como explicar para a criança que ela vai à psicóloga?
Com simplicidade e verdade, em palavras que ela entenda. Você pode dizer que vai conhecer uma pessoa que conversa e brinca com crianças para ajudar com o que as deixa preocupadas, tristes ou bravas. Evite apresentar a psicóloga como castigo ou como consequência de mau comportamento, e evite prometer um prêmio pela ida. Também é bom contar que os pais conversam com ela, para que a criança não se sinta enganada.
Nas sessões a criança só brinca?
A criança brinca, desenha e conversa — e é justamente assim que ela se expressa. Para a criança, o brincar funciona como uma linguagem: é por meio dele que aparecem medos, conflitos e perguntas que ela ainda não consegue formular em palavras. A escuta da psicanalista se dirige ao que a criança diz com o brinquedo, com o desenho e com a fala.
O que os pais ficam sabendo do que a criança conta na sessão?
O que a criança traz nas sessões é protegido pelo sigilo profissional. Aos pais é comunicado o que for essencial para que possam agir em benefício da criança, como prevê o art. 13 do Código de Ética Profissional do Psicólogo. Na prática, isso significa que os pais recebem orientação e acompanhamento sobre o processo, sem que a sessão se transforme num relato do que a criança disse — o que é justamente o que permite que ela fale com liberdade.
A escola pediu um relatório ou avaliação. Como funciona?
Declarações e relatórios são emitidos quando pertinentes, seguindo as normas do Conselho Federal de Psicologia para documentos, sempre com autorização dos responsáveis e restritos ao necessário para a finalidade pedida. A psicoterapia não se confunde com a avaliação psicológica diagnóstica, que é um procedimento específico. Quando a escola faz uma solicitação, o melhor caminho é trazê-la na conversa com a psicóloga, para decidir juntos como responder.
Os pais são separados. Os dois precisam participar?
Sempre que possível, sim. O ideal é que ambos os responsáveis sejam informados sobre o atendimento e possam participar das conversas, porque a criança circula entre as duas casas. As situações específicas de guarda e de convivência são conversadas logo no primeiro contato, para que o atendimento comece de forma clara para todos.
Quanto tempo dura o tratamento?
Não há um número de sessões previsto. O tempo de cada criança é singular, e a psicanálise não trabalha com prazos ou metas definidos de antemão. O andamento do processo é acompanhado junto com os pais nos encontros periódicos, e a continuidade é sempre uma decisão compartilhada.
Onde fica o consultório e como a criança chega?
O consultório fica na Avenida Santo Amaro, 5346, Sala 12, no Brooklin, São Paulo, a 5 minutos a pé do Metrô Brooklin, na Linha 5–Lilás, pela Saída A. A criança deve vir acompanhada de um responsável. O acesso é pela portaria 24 horas do edifício, a psicóloga recebe a criança pessoalmente na sala, e o responsável aguarda na sala de espera durante a sessão.
Como os dados de crianças são tratados: veja a Política de Privacidade.
O primeiro passo é uma conversa entre adultos.
A criança não precisa vir no primeiro encontro. Escreva para marcar uma conversa inicial com os responsáveis — não é preciso explicar a situação por mensagem.
Ana Toledo • Psicóloga e Psicanalista • CRP 06/189777